Portugal
sendo um Estado pequeno geográficamenta, com uma população com
pouco poder de compra e com alguns sectores da economia sendo
controlados por poucas famílias será sempre necessário a
intervenção do Estado na economia. Essa intervenção a meu ver
deverá ser de carácter regulatorio ou em sectores em que se
registem monopólios ou oligopolios uma participação de carácter
de agente regulador de preços, o que já explico.
Vejamos
o caso da liberalização da água, não quero aqui contestar se deve
ou não ser feito mas admitindo que é uma imposição externa devido
ao memorando de entendimento eu proponha a seguinte forma: o Estado
mantém uma empresa nacional que forneça água a um determinado
preço que considere acessível a todos agindo como regulador de
mercado, permitindo assim aos privados uma acção no mercado
controlada mas ao mesmo tempo flexível (por exemplo nos sectores do
gás natural e da electricidade onde a GALP, EDP e outras competem).
Digo o exemplo da água por ser a meu ver o sector que sendo
totalmente privatizado acarretará piores consequências para as
pessoas.
Vejamos
a TAP, no caso da tap é totalmente diferente. Portugal hoje não tem
colónias que justifiquem uma companhia aérea do Estado. Acredito
mesmo que o sector neste momento com as companhias low-cost em clara
expansão poderão a curto-médio prazo alterar por completo o
sector. Caberia ao estado na minha opinião através do INAC
(Instituto Nacional de Aviação Civil) regular o sector por exemplo
fixando um preço mínimo e máximo para as tarifas para um
determinado destino.
Mesmo
com um mercado a funcionar quase em pleno e com uma forte
regulamentação, acredito que seria necessário por parte do Estado
a criação de novos sectores através de empresas criadas nas
universidades por exemplo em áreas como robótica, biotecnologia,
aquacultura, etc. Que estas apostas do Estado fossem apostas claras,
com objectivos definidos e sobretudo que durassem mais que uma
legislatura. Quando estas empresas atingirem uma cota de mercado
considerável ai sim poderia proceder-se a sua entrega faseada ao
capital privado.
Em
suma, apesar de vivermos numa economia de mercado em que se tende
para a desregulamentação e as privatizações, acredito que no caso
português não se pode deixar a economia à sorte dos poucos
detentores de capital do pais e estrangeiros pelo simples motivo de o
mercado ser demasiado pequeno o que faz com que os preços pouco
variem (veja-se combustíveis e as comunicações). Por isso mais
uma vez acredito que o Estado deverá ter um papel de regulador
através de entidades externas ou, criando uma empresa que ela
própria sirva de agente regulador de mercado praticando preços que
limitem a acção da concorrência.
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