Quando muito se fala na eficiência e na sua importância no contexto atual esquecem-se valores que deveriam já ser encarados como obrigatórios para a sociedade em geral: o bem comum, o interesse comum/público, a satisfação de necessidades coletivas, entre outros.
Estamos perante uma profunda alteração global do modo de viver, de governar, de prestar serviços e deparamos-nos com uma transferencia de determinadas funções do Estado para o mercado, ocorre então uma total transformação na definição de serviço público, passando essa necessidade para o privado. Fica assim o bem comum esquecido? Isto é, restará apenas ás pessoas sobreviver ou terá o mercado a perceção de que necessita a sociedade precisa de poder de compra e de escolha? Conseguirá o privado e de certo modo a sociedade promover a sociedade social sem a presença do Estado? Esse será sem dúvida um grande desafio para o futuro. O passado diz-nos que não.
Se o Estado após décadas de intervencionismo não conseguiu melhorar a vida das pessoas de forma sustentada conseguirá o privado?
ParPrivada
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
A consciência
Toda a gente tem consciência, distingue-nos dos restantes animais. Permite-nos medir o bem do mal, geralmente depois de acontecer. No entanto alguns seres humanos demonstram a ausência desta. Será por opção que se transgride a consciência ? Será um gene inoportuno de um familiar longínquo? Deficiência? A ciência que o responda.
A verdade é que nas pessoas normais a consciência pode ser o travão ou o arrependimento.
Nota: são 04:26 do dia 29 de dezembro de 2013 o vento parece querer levar as telhas. Dedico a minha namorada por tanto me sofrer.
Relva, Ponta Delgada, Açores
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Metro de Ponta Delgada
Acho que toda a gente pode sonhar, e isto é sem dúvida um sonho. A cidade de Ponta Delgada carece de um sistema de transportes urbanos extensível, adequado às reais dimensões da cidade e sobretudo que permita melhor a mobilidade das pessoas na cidade. O actual sistema de mini-bus está ultrapassado para as necessidades da cidade, em horas de ponta os autocarros estão cheios, as paragens não fazem sentido, o facto de se eu estiver no Parque Atlântico e querer ir para o Hospital de mini-bus tenho que dar a volta ao circuito completo é inadmissível, e este é só um simples exemplo.
Poderíamos ficar aqui a discutir os problemas do actual plano municipal/regional de transportes mas não o vou fazer, passemos para a prática. Não penso num metro debaixo de terra, longe disso, os problemas climatéricos (pluviosidade, terramotos, etc) não o permitiriam portanto parece--me óbvio que a solução passaria por metro de superfície tipo este que vemos ao lado.
Começando o trajecto onde está prevista (ou esteve) a estação de autocarros (ao lado da fábrica Melo Abreu) o metro sairia em direcção à Avenida Infante D. Henrique seguindo por uma faixa reservada a este no meio da via (nos dois sentidos claro), quando chegasse à zona da Calheta cruza para a D. João III, outra opção seria um túnel que passasse por baixo das casas ( o que não me parece viável devido à proximidade com o mar), mais provável será a destruição de duas ou 3 casas entre a EDA e o antigo MCosta de modo a permitir a passagem do metro. Outra solução seria a utilização da zona do centro comercial abandonado(Pêro de Teive), aproveitando obviamente o espaço envolvente com zonas verdes. Subindo a D. João III ou faz-se contornando a rotunda ou por um túnel, será para os engenheiros decidirem,. Segue passando pela universidade, Parque Atlântico, Rua do Paim, Rua Antero de Quental (mais uma vez rotunda) e a desce a Avenida Príncipe do Mónaco em direcção ao monumento da Autonomia. Desce novamente em direcção à rotunda de baixo de Santa Clara, virando à esquerda até chegar ao forte de S. Brás regressando à Avenida. Poderia-se equacionar alargar a linha até ao hospital, bairros novos, zona norte do paim, ramalho, aeroporto(essencial este) etc.
É necessário também realçar que este modelo necessitará sempre dos minibus para completar e ramificar o serviço e também da central de autocarros. Aparentemente a ideia até pode ser assustadora mas temos de pensar que a cidade vai crescer e esta a meu ver será uma das soluções, a não ser que prefiram encher a cidade de autocarros, o que não me parece o melhor.
Esta solução também contribuiria para o comercio local, reduziria os níveis de poluição, ajudava a região a importar menos combustíveis, já para não falar no impacto turístico, etc etc. Algumas das ruas terão de sofrer uma intervenção grande, o encurtamento dos passeios da avenida marginal (provável prolongamento do cais da sardinha até ao forte de S.Brás junto ao mar para compensar), as zonas da rotunda do Hotel VIP, e da calheta serão sem duvida dos desafios mais interessantes a nível de engenharia, estando aberta a alternativas. O funcionamento do serviço seria das 7:00 às 21h, prolongando-se até à 1 às sextas e sábados. Os intervalos de tempo variam segundo as horas de maior procura obviamente.
Este projecto se for feito (pouco provável) será por fases, e não ficará completo porque a cidade não pára de crescer. Compreendo que o investimento será avultado, mas acredito em politicas de futuro sustentáveis e esta obra apesar de levar algum tempo a pagar é algo que vai beneficiar a cidade, os Açores e de um modo geral todos os Açorianos. Continuo a sonhar...
Poderíamos ficar aqui a discutir os problemas do actual plano municipal/regional de transportes mas não o vou fazer, passemos para a prática. Não penso num metro debaixo de terra, longe disso, os problemas climatéricos (pluviosidade, terramotos, etc) não o permitiriam portanto parece--me óbvio que a solução passaria por metro de superfície tipo este que vemos ao lado.Começando o trajecto onde está prevista (ou esteve) a estação de autocarros (ao lado da fábrica Melo Abreu) o metro sairia em direcção à Avenida Infante D. Henrique seguindo por uma faixa reservada a este no meio da via (nos dois sentidos claro), quando chegasse à zona da Calheta cruza para a D. João III, outra opção seria um túnel que passasse por baixo das casas ( o que não me parece viável devido à proximidade com o mar), mais provável será a destruição de duas ou 3 casas entre a EDA e o antigo MCosta de modo a permitir a passagem do metro. Outra solução seria a utilização da zona do centro comercial abandonado(Pêro de Teive), aproveitando obviamente o espaço envolvente com zonas verdes. Subindo a D. João III ou faz-se contornando a rotunda ou por um túnel, será para os engenheiros decidirem,. Segue passando pela universidade, Parque Atlântico, Rua do Paim, Rua Antero de Quental (mais uma vez rotunda) e a desce a Avenida Príncipe do Mónaco em direcção ao monumento da Autonomia. Desce novamente em direcção à rotunda de baixo de Santa Clara, virando à esquerda até chegar ao forte de S. Brás regressando à Avenida. Poderia-se equacionar alargar a linha até ao hospital, bairros novos, zona norte do paim, ramalho, aeroporto(essencial este) etc.
É necessário também realçar que este modelo necessitará sempre dos minibus para completar e ramificar o serviço e também da central de autocarros. Aparentemente a ideia até pode ser assustadora mas temos de pensar que a cidade vai crescer e esta a meu ver será uma das soluções, a não ser que prefiram encher a cidade de autocarros, o que não me parece o melhor.
Esta solução também contribuiria para o comercio local, reduziria os níveis de poluição, ajudava a região a importar menos combustíveis, já para não falar no impacto turístico, etc etc. Algumas das ruas terão de sofrer uma intervenção grande, o encurtamento dos passeios da avenida marginal (provável prolongamento do cais da sardinha até ao forte de S.Brás junto ao mar para compensar), as zonas da rotunda do Hotel VIP, e da calheta serão sem duvida dos desafios mais interessantes a nível de engenharia, estando aberta a alternativas. O funcionamento do serviço seria das 7:00 às 21h, prolongando-se até à 1 às sextas e sábados. Os intervalos de tempo variam segundo as horas de maior procura obviamente.
Este projecto se for feito (pouco provável) será por fases, e não ficará completo porque a cidade não pára de crescer. Compreendo que o investimento será avultado, mas acredito em politicas de futuro sustentáveis e esta obra apesar de levar algum tempo a pagar é algo que vai beneficiar a cidade, os Açores e de um modo geral todos os Açorianos. Continuo a sonhar...
A Solução para o Lixo
Aparentemente irá ser instalada nos Açores uma incineradora de forma a queimar os lixos das ilhas. Admito que não conheço a solução pretendida para as ilhas mais pequenas, mas suponho que pretendam ou transportar o lixo para S.Miguel ou Terceira, ou manter as actuais lixeiras, ou pior ainda encher as ilhas mais pequenas de chaminés... Esperemos que não seja por ai.
A solução para este problema não é fácil devido às implicações geográficas óbvias. Não se pode simplesmente construir em cada ilha um centro de reciclagem, ou uma lixeira, ou muito menos uma incineradora. Proponho portanto o seguinte modelo: a concessão a privados da recolha selectiva À PORTA, isto é, um dia da semana para cada tipo de lixo. Após esta recolha o lixo seria depositado numa outra empresa (que ganhasse por concurso público) que por sua vez trataria do processo de transformação desse mesmo lixo para usos industriais. A terceira fase desse projecto seria a exportação desses produtos finais ou de preferência a transformação desses recursos na região para fazer papel, ligas metálicas, etc. E as ilhas pequenas como ficam? A recolha nas ilhas em que não se demonstrasse interesse privado ficaria a cargo dos municípios (como é actualmente) apesar da necessidade de alterar a recolha para um sistema selectiva diário acima já referido. Após separados esses produtos seriam transportados de barco para ilhas maiores. Com os lixos orgânicos deveria proceder-se a uma central de compostagem e não à sua incineração. Essa mesma central deveria produzir energia eléctrica (como já é feito) e ao mesmo tempo produzir fertilizantes biológicos.
Esta solução não se delimita só aos Açores. Acredito que é por aqui que o mundo seguirá no que diz respeito ao lixo provocado pelo homem. Nos Açores será mais fácil de implementar obviamente, mas mesmo assim falta vontade politica, verbas e sobretudo o mais preocupante, visão.
A solução para este problema não é fácil devido às implicações geográficas óbvias. Não se pode simplesmente construir em cada ilha um centro de reciclagem, ou uma lixeira, ou muito menos uma incineradora. Proponho portanto o seguinte modelo: a concessão a privados da recolha selectiva À PORTA, isto é, um dia da semana para cada tipo de lixo. Após esta recolha o lixo seria depositado numa outra empresa (que ganhasse por concurso público) que por sua vez trataria do processo de transformação desse mesmo lixo para usos industriais. A terceira fase desse projecto seria a exportação desses produtos finais ou de preferência a transformação desses recursos na região para fazer papel, ligas metálicas, etc. E as ilhas pequenas como ficam? A recolha nas ilhas em que não se demonstrasse interesse privado ficaria a cargo dos municípios (como é actualmente) apesar da necessidade de alterar a recolha para um sistema selectiva diário acima já referido. Após separados esses produtos seriam transportados de barco para ilhas maiores. Com os lixos orgânicos deveria proceder-se a uma central de compostagem e não à sua incineração. Essa mesma central deveria produzir energia eléctrica (como já é feito) e ao mesmo tempo produzir fertilizantes biológicos.
Esta solução não se delimita só aos Açores. Acredito que é por aqui que o mundo seguirá no que diz respeito ao lixo provocado pelo homem. Nos Açores será mais fácil de implementar obviamente, mas mesmo assim falta vontade politica, verbas e sobretudo o mais preocupante, visão.
Papel económico do Estado Português
Portugal
sendo um Estado pequeno geográficamenta, com uma população com
pouco poder de compra e com alguns sectores da economia sendo
controlados por poucas famílias será sempre necessário a
intervenção do Estado na economia. Essa intervenção a meu ver
deverá ser de carácter regulatorio ou em sectores em que se
registem monopólios ou oligopolios uma participação de carácter
de agente regulador de preços, o que já explico.
Vejamos
o caso da liberalização da água, não quero aqui contestar se deve
ou não ser feito mas admitindo que é uma imposição externa devido
ao memorando de entendimento eu proponha a seguinte forma: o Estado
mantém uma empresa nacional que forneça água a um determinado
preço que considere acessível a todos agindo como regulador de
mercado, permitindo assim aos privados uma acção no mercado
controlada mas ao mesmo tempo flexível (por exemplo nos sectores do
gás natural e da electricidade onde a GALP, EDP e outras competem).
Digo o exemplo da água por ser a meu ver o sector que sendo
totalmente privatizado acarretará piores consequências para as
pessoas.
Vejamos
a TAP, no caso da tap é totalmente diferente. Portugal hoje não tem
colónias que justifiquem uma companhia aérea do Estado. Acredito
mesmo que o sector neste momento com as companhias low-cost em clara
expansão poderão a curto-médio prazo alterar por completo o
sector. Caberia ao estado na minha opinião através do INAC
(Instituto Nacional de Aviação Civil) regular o sector por exemplo
fixando um preço mínimo e máximo para as tarifas para um
determinado destino.
Mesmo
com um mercado a funcionar quase em pleno e com uma forte
regulamentação, acredito que seria necessário por parte do Estado
a criação de novos sectores através de empresas criadas nas
universidades por exemplo em áreas como robótica, biotecnologia,
aquacultura, etc. Que estas apostas do Estado fossem apostas claras,
com objectivos definidos e sobretudo que durassem mais que uma
legislatura. Quando estas empresas atingirem uma cota de mercado
considerável ai sim poderia proceder-se a sua entrega faseada ao
capital privado.
Em
suma, apesar de vivermos numa economia de mercado em que se tende
para a desregulamentação e as privatizações, acredito que no caso
português não se pode deixar a economia à sorte dos poucos
detentores de capital do pais e estrangeiros pelo simples motivo de o
mercado ser demasiado pequeno o que faz com que os preços pouco
variem (veja-se combustíveis e as comunicações). Por isso mais
uma vez acredito que o Estado deverá ter um papel de regulador
através de entidades externas ou, criando uma empresa que ela
própria sirva de agente regulador de mercado praticando preços que
limitem a acção da concorrência.
Introductório
Este blog provem da necessidade de um espaço, físico, para armazenar as minhas memórias, pensamentos, comentários, criticas ou até alguns trabalhos feitos somente por mim. Por algum tempo guardei tudo na cabeça, e até pensei num caderno ou sebenta mas o facto de a minha própria letra me assustar comoveu-me. Seria portanto uma questão de tempo até deixar de escrever. Quero também desculpar-me desde já se ferir alguma susceptibilidade devido a alguns pensamentos menos morais ou ortodoxos mas este local será mesmo um arquivo, com algum lixo provavelmente (se o tempo assim permitir e a paciência). Isto de ter um enorme acesso a informação não é fácil e por vezes perdemos no meio dela. É uma realidade.
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